05/06/2018 • Notícias

Linfonodo Sentinela no Melanoma

Uma vez que o resultado da biópsia da lesão de pele tem o resultado de melanoma, o próximo passo é estabelecer se o melanoma se espalhou. A presença ou ausência de células de melanoma nos gânglios linfáticos (linfonodos) é um dos fatores prognósticos mais importantes que temos, uma vez que indica como o melanoma pode evoluir, bem como o tipo de tratamento necessário.

 

O papel da Biópsia do Linfonodo Sentinela (BLS):

A BLS é um procedimento especializado para determinar se as células de melanoma se espalharam para os linfonodos sentinelas (LS). Se o melanoma se espalhou, geralmente se espalhará para os gânglios linfáticos mais próximos da área do melanoma primário. Os LS são os primeiros desses gânglios linfáticos a receber drenagem do tumor primário e, portanto, os mais propensos a ter células de melanoma se algumas delas se espalharam.

 

Quando uma BLS é indicada?

O melanoma é igual ou superior a 0,75mm.

Tumores ulcerados de qualquer espessura.

Invasão angiolinfática (ver células cancerosas nos canais linfáticos ou vasos sanguíneos).

Taxa mitótica (taxa em que as células se dividem).

 

Quando uma BLS NÃO ESTÁ INDICADO?

Melanomas menores que 0,75mm sem fatores de risco.

Diagnóstico de melanoma nos gânglios linfáticos (estadio III).

Diagnóstico de doença em órgãos distantes (estadio IV).

 

Como a BLS é feita?

A BLS tem duas partes, um teste de radiologia chamado mapeamento linfático e um procedimento cirúrgico.

O Mapeamento Linfático (Linfocintilografia) envolve a injeção de contraste radioativo na pele ao redor do local do melanoma original. Em seguida, um aparelho especial é usado para assistir o movimento do material radioativo de onde o melanoma foi biopsiado até o grupo de linfonodos. Estes são chamados de LS e, na maioria dos pacientes, existem entre 1 e 5 LS.

A cirurgia é realizada após o mapeamento linfático ter sido concluído. Geralmente é utilizado um segundo contraste (azul patente) que ajudará a identificar visualmente os LS. Esta abordagem de dois métodos é mais precisa do que usar qualquer um sozinho. O cirurgião removerá os LS e eles serão enviados a patologia para exame.

 

Após a cirurgia:

Os LS removidos pelo cirurgião serão examinados por um médico patologista para determinar se existe melanoma nos gânglios linfáticos.

Se os LS não apresentam células do melanoma, então é improvável que o câncer tenha se espalhado para os outros gânglios linfáticos e não é necessária nenhuma cirurgia adicional no momento.

Se for demonstrado que há melanoma nos LS, mas em nenhum outro lugar no corpo, os restantes gânglios linfáticos naquela área poderão ser removidos.

 

Dr Flávio Henrique Pereira Conte
Oncologia Cirúrgica

- Especialista em Tumores de Pele e Partes Moles
- Graduado em medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF)
- Residência Médica em Cirurgia Geral no Hospital Municipal Salgado Filho (HMSF)
- Residência Médica em Cirurgia Oncológica no Instituto Nacional de Câncer (INCA)
- Especialização Médica em Cirurgia de Tecido Ósseo e Conectivo em Oncologia no Instituto Nacional de Câncer (INCA)

 

Outras informações em: http://flavioconte.webnode.com